sexta-feira, 23 de julho de 2010

Mudança de planos .

Uma quinta-feira sem sal. Dia de sol, muito sol. E uma dor enorme me impedindo de ir além da esquina- algo sobre o dia do futebol e aquela torção lenta pra melhorar. Conformada então a abrir mão da praia, o dia correu com tranquilidade e terminou de maneira inusitada, talvez nem tanto pra você.
Depois de muito reclamar que o tempo relaxante em casa não serviu pra fazer a dor passar por completo, comprometendo os planos de sair à noite, sentei no sofá com a pior cara do mundo pra assistir a um filme com a família. Como há muito não fazia.

Engraçado como toda a falta de atenção que tenho durante a semana caiu em cima de mim naquela hora.
Família é rotina. Todo dia o barulho da chave na porta. O jantar com histórias do dia, uma novidade ou assuntos do trabalho. O telefonema de quem vai chegar mais tarde. E o almoço demorado no domingo.
É mais. Muito mais do que nos habituamos a pensar. Às vezes o valor dá o ar da graça no susto de uma quase perda. Ou até menos que isso.
Outro dia vi um filme em que o pai dizia que quando teve seu filho, passou a ter a constante sensação de que precisava sobreviver. Eu acho que os filhos, não importando a idade, têm a confortante sensação de que possuem proteção. Por mais independentes que sejam. Por mais cliché que pareça.

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